Comunicado

Comunicado aos pais, mães e/ou responsáveis.

Em 29/06/20 12:21. Atualizada em 29/06/20 17:42.

Goiânia, 26 de junho de 2020.


Senhores(as) pais, mães e/ou responsáveis.

     A pandemia da COVID-19 é um drama mundial. O mundo foi tomado de surpresa pela ação de um novo vírus que não respeita povos, geografias, culturas e economia.
     Diferentemente de outros tipos de corona vírus que se manifestaram no passado como epidemias, concentrando-se em mais de um país apenas de um determinado continente, a pandemia de COVID-19 se espalhou rapidamente e atingiu de forma alarmante as populações, criando uma crise sanitária mundial. Aliás, uma das características desse novo vírus é o ritmo de sua transmissão e as altas taxas de letalidade, notadamente em populações mais pobres que não possuem as condições sanitárias adequadas; entretanto, mesmo países ricos tiveram altíssima quantidade de mortalidade.
     Segundo os epidemiologistas e biólogos especialistas em micro-organismos, a única forma de controle, no momento, é o isolamento social ou o afastamento social associado ao uso de máscaras de proteção quando necessária a circulação em ambientes públicos, até que sejam criadas vacinas e/ou medicamentos eficazes para combater o corona vírus.
     Diante desse quadro a UFG suspendeu o calendário acadêmico de 2020 e as aulas presenciais no conjunto da instituição, com vistas a resguardar a vida e a segurança de seus alunos, familiares e servidores.
     Esse coletivo também se posicionou contrário ao ensino remoto/a distância/não-presencial, desde o início, no intuito de preservar a garantia da universalidade de acesso a todos e todas, que é um princípio essencial e legal da escola pública. Muitos alunos não têm acesso à internet banda larga, a um computador ou mesmo a um lugar próprio para o estudo em casa, como demostraram a pesquisa realizada pela UFG e os dados da última pesquisa do IBGE sobre o acesso à internet no país. Diante disso nos posicionamos contrários a esse tipo de ensino desde o primeiro momento.
     Hoje, passados 3 meses, a experiência que outras redes de ensino, públicas e particulares, estão tendo com o ensino remoto/a distância/não-presencial só reforça nossa posição, pois os relatos são de que:
· não são todos os alunos que têm acesso às atividades remotas e ao ensino a distância;
· dentre os que têm, muitos não conseguem responder às tarefas;
· mesmo os que têm e conseguem responder não têm demonstrado bom rendimento, já que sem condições adequadas de estudo em casa e/ou sem a relação professor-aluno mais próxima, o processo pedagógico fica comprometido;
     Pesam contra o ensino remoto/a distância/não-presencial ainda a dificuldade de uso das tecnologias digitais, tanto por parte de alunos, pais e mães quanto de professores, e também os relatos de um grande estresse desses sujeitos da ação educativa. Ainda, é preciso considerar o fato de que, por estarem trabalhando tanto fora de casa quanto em trabalho doméstico, muitas famílias não dispõem de tempo para auxiliar suas crianças. É preciso lembrar também que com o descontrole da pandemia e o elevado e crescente número de mortes em nossa cidade, muitas famílias (de alunos e de professores) estão em sofrimento psicológico, por luto ou devido a parentes em situação grave de saúde.
     Portanto, diante da questão do princípio da universalidade, do precário acesso à internet, do baixo rendimento escolar remoto, da condição psicológica de sofrimento e dos resultados insatisfatórios das experiências em andamento em redes públicas e particulares, reforçamos nosso posicionamento pela não adoção do ensino remoto/a distância/não-presencial.
     A despeito dessa realidade, todos os servidores do CEPAE seguem trabalhando remotamente com questões administrativas, de formação, de qualificação, de pesquisa e extensão, coordenadas pelos seus respectivos chefes de departamento e pela direção, além de estarem em permanente discussão para encontrar a melhor solução para o ano letivo. Até o momento, nesse cenário, não há qualquer previsão de retorno às aulas, presencialmente ou a distância, na UFG.
     Preocupado com a condição delicada em que nos encontramos, o Cepae se solidariza com as famílias e tem envidado esforços no sentido de construir uma ponte de aproximação, por intermédio do GT: “Escola Básica em tempo de pandemia”, cujo objetivo é desenvolver ações junto à comunidade, em parceria com o Grêmio, a APM, os departamentos e, mais recentemente, o “GT UFG virtual” criado na instituição.
Ao manter o dialogo aberto e fraterno em reuniões virtuais, o GT tem colaborado também com a ação solidária junto às famílias cadastradas que receberam os kits de alimentos, organizados em ação conjunta da direção do Cepae, do serviço de Nutrição e da APM; o GT tem também mantido um diálogo virtual com os alunos do Grêmio, ouvindo suas demandas relacionadas ao ENEM, TCEM e a outras necessidades, e promovendo palestras com temáticas diversas.
      A direção do Cepae e as Coordenações de Fases e de Departamentos têm se mantido em constante diálogo, com vistas a uma aproximação com as famílias e seu alunado, por meio de atividades culturais e pedagógicas que, em hipótese nenhuma, servirão como aulas substitutas às presenciais ou a atividades letivas que possam vir a se configurar como dias letivos. Outrossim, com o fim da pandemia, a comunidade cepaeneana e os órgãos superiores da UFG dialogarão para decidir, conjuntamente, sobre o encaminhamento do ano letivo e a retomada de nossas atividades presenciais no Cepae.

 

Direção do CEPAE

GT Escola Básica em tempo de pandemia

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